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História de Acaiaca

Origem do Nome – Acaiaca 

Entre Historiadores e dicionários, a etimologia é divergente. Consigna ser acaiacá, madeira de lei, o cedro brasileiro. Outros afirmam que Acaiaca é sinônimo de Aruaque, tribo indígena que habitava a margem direita do Rio Içana, no Amazonas. Na verdade, Acaiaca era o nome da pequena estação ferroviária, construída em 1952,

quando foi implantada a estrada de ferro da Zona do Carmo.  

A Lenda 

Perto do Arraial de Tejuco (hoje, cidade de Diamantina), vivia uma tribo indígena.Nas terras desta tribo, havia um belo e frondoso cedro, que os índios, na sua língua, chamavam de “ACAIACÁ”.

Os índios contavam que, no começo do mundo, o Rio Jequitinhonha e seus afluentes encheram tanto que transbordaram, inundando toda a terra.Todos os índios morreram, com exceção de um casal que escapou subindo na ACAIACÁ. Quando as águas baixaram, eles desceram e  novamente povoaram a terra.

Por isso, os índios tinham veneração pela ACAIACÁ. Acreditavam que se ela desaparecesse, a tribo também desapareceria.Os brancos do Tejuco conheciam essa lenda e, como viviam em luta com os índios, esperavam uma oportunidade para derrubar a árvore sagrada.Num dia de festa na tribo, enquanto os índios se embebedavam, os tejuquenses derrubaram a ACAIACÁ a golpes de machado.

Quando os índios viram por terra a árvore, ficaram aterrorizados, achando que seu fim estava próximo. E, de fato, isto aconteceu.Pouco depois da morte da ACAIACÁ, surgiu grande desavença na tribo e, na tremenda luta durou a noite toda, todos os índios morreram. Nessa noite fatal, uma horrível tempestade caiu sobre a terra, arrancando árvores, rochedos e casas.

No dia seguinte, os tejuquenses, assombrados, não encontraram nenhum sinal da ACAIACÁ. Ela havia desaparecido.Dizem que a partir dessa noite os garimpeiros começaram a encontrar pedrinhas (diamantes), que surgiram do carvão e das cinzas daquela árvore sagrada. 

Fundação de Acaiaca 

O início do povoado de Acaiaca se deu no início do século XVIII, quando uma Capela foi construída.

A primeira referência ao povoado ocorreu em 1727, quando o Padre Miguel Rabelo Alvim registrou o pedido de licença a Dom Frei Antonio de Guadalupe – Arcebispo da Diocese do Rio de Janeiro – pois não existia Diocese em Mariana, para a construção da Capela, em devoção a São Gonçalo, em sua fazenda, localizada em Ribeirão Abaixo, distrito da freguesia do Senhor Bom Jesus de Furquim. Registrou, também, escritura de doação de valores em ouro para a construção da referida Capela.

O templo foi assentado sobre um morro, na margem esquerda do Rio Carmo, e demolido em 1927, e hoje, em seu lugar, existe um grande cruzeiro.

Consta que o Padre Miguel Rabelo Alvim era proprietário de muitas terras, mas que, estas ficavam distantes do local onde celebrava as missas. Diante deste fato, a solução encontrada foi solicitar a construção da Capela de São Gonçalo, onde os cultos passaram a acontecer.

Com a morte do Padre, as terras ficaram sob a responsabilidade da Igreja. As famílias que se instalaram na área não possuíam título de propriedade. Posteriormente, estas terras foram consideradas devolutas e, conseqüentemente, passaram a ser do Estado. 

A Gênese de Acaiaca 

Segundo Rocha Pombo, em 1711, os moradores da Zona do Carmo solicitaram ao Governador da Província de Minas Gerais e Rio de Janeiro, Artur de Sá e Menezes, que tomasse as Províncias para livrar a região dos ataques dos índios e promover a produção agrícola. Para solucionar este problema, o Governador enviou para esta Zona um Mestre de Campo de sua confiança – Coronel Matias da Silva Barbosa – uma espécie de engenheiro agrônomo. Este, tinha como tarefa a preparação das terras para cultivo e, também, livra-las dos índios botocudos e acaiabas que infestavam a região, causando estragos e ocasionando a morte de muitos moradores.

Como incentivo para cumprir sua missão, o Governador cedeu a Matias Barbosa vasta extensão de terras na Zona do Carmo, cujas áreas, atualmente, são ocupadas pela cidade de Furquim, Barra Longa, Santana do Deserto e Dom Silvério. O Coronel deveria, ainda, demarcar, abrir caminhos e promover o assentamento dos imigrantes que aqui chegavam, interessados em participar do desenvolvimento da região, sem a presença perigosa de selvagens.

Matias Barbosa, a partir de 1711, foi atraindo, primeiramente, para Furquim e Barra Longa, importantes famílias de origem portuguesa, possuidoras de bens e desejosas de se tornarem proprietárias de grandes áreas de terras. Estas, teriam também, facilidades com mão-de-obra escrava.

O projeto foi muito bem sucedido. Em pouco tempo Matias Barbosa foi avançando no cumprimento de sua missão. O Cônego Trindade, que foi o maior historiador daquela Zona, descreveu a historia de vida deste desbravador, informando ter sido ele o mais rico vassalo português da Zona do Carmo e das nascentes do Rio Doce.